[:pb]Cirurgião plástico conta que cortes, em crianças pequenas, precisam de atendimento rápido e dispensam pontos[:]

[:pb]Crianças são muito rápidas. Alguns segundos de distração dos pais ou cuidadores são suficientes para que uma queda renda um corte e até mesmo uma cicatriz. O cirurgião plástico Marco Cassol, da capital paulista, conta o certo e o errado a ser feito nesse momento tão delicado para evitar uma cicatriz grande ou muito marcante. Confira:

– Ingredientes como café, batata ou cebola podem ser usados para estancar a hemorragia. (MITO)

“Esses alimentos podem estar contaminados e causar uma infecção na ferida. Mesmo que a avó ou uma vizinha mais experiente indiquem seu uso, ele deve ser evitado”, diz o médico.

– Comprimir o local ajuda a parar o sangramento (VERDADE)

Mas não é qualquer compressão! “Deve ser feita uma compressão unidigital, ou seja, usando um pano seco e limpo e o dedo indicador no local do corte. Ao colocar um pano grande e comprimir o corte com a mão toda, o sangue vai espalhar e demorar para estancar.”

– Só um cirurgião plástico consegue deixar a cicatriz com uma boa aparência (MITO)

Dr. Cassol lembra que nem sempre o cirurgião plástico está de plantão no hospital. Por isso, o clínico geral também é capaz de fazer uma cicatriz de ótima qualidade. “Para conseguir um bom resultado pode-se fazer uma sutura intradérmica ao invés do ponto simples. Essa sutura pode ser feita até com o fio de monocrio, que não precisa ser retirada depois, como acontece com o fio de micronaylón. Esse fio pode ser encontrado em qualquer hospital com centro cirúrgico. Até mesmo no Sistema Único de Saúde (SUS)”, orienta o cirurgião plástico.

– Existem outros meios de fechar o corte e que são menos traumáticos do que os pontos (VERDADE)

O médico conta quem em crianças muito pequenas com cortes na face, no supercílio ou nas pálpebras, onde a pele é mais fininha, o ponto pode causar desconforto e se tornar um trauma para a criança, que precisa ser presa para assepsia e analgesia. “Uma solução é usarmos fitinhas de micropore. O resultado fica bastante parecido. Outra possibilidade, para crianças e adultos é a cola cirúrgica, chamada Dermabond, que pode ser usada em cortes alinhados, pequenos ou médios, em locais sem tensão.”

– Cicatrizes grandes ou escuras não têm solução (MITO)

A cirurgia plástica consegue corrigir as cicatrizes alargadas ou hipertróficas (queloide) que invadem tecidos sãos. “Depois do amadurecimento da cicatriz, ressecamos e fazemos uma nova marca, adotando uma série de cuidados no pós-operatório imediato e no tardio para que a marca fique mais bonita.”

Dr. Marco Cassol destaca que, em caso de acidentes com crianças, o mais importante é que a criança e os pais mantenham a calma e tentem aplicar compressão monodigital no corte. O uso de gelo também ajuda a reduzir o edema (inchaço), a equimose e o hematoma (o roxo), antes de ir para o hospital e também nas primeiras 24 horas pós-corte.[:]

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Dr. Marco Cassol

Dr. Marco Cassol

Formado em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), especialista em Cirurgia Geral e em Cirurgia Plástica, tem mais de 15 anos de vivência na profissão. Após sua formação, desde 2006. CRM-SP 122955 / RQE 24987

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