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O Brasil é o segundo país onde mais se realizam cirurgias plásticas, perdendo apenas para os Estados Unidos. Mas a imposição do ideal de um corpo perfeito aliada às facilidades de realizar esse tipo de procedimento são também responsáveis pelas frequentes mortes de mulheres vítimas de operações malsucedidas. Mas o que leva as brasileiras a arriscarem suas vidas em troca de seios ou nádegas, por exemplo?

Casos de brasileiras que morreram vítimas de cirurgias plásticas malsucedidas ocupam as páginas dos jornais todas as semanas. Na maioria desses tristes episódios, as histórias se repetem: as pacientes confiaram em procedimentos inadequados e médicos desqualificados e pagaram com suas vidas o sonho do corpo perfeito.

A ditadura da beleza no Brasil é um fenômeno que penaliza, mas que também banaliza. É o que avalia o sociólogo especialista em Saúde Pública, Francisco Romão Ferreira, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Segundo ele, “há uma preocupação excessiva com o corpo. Não só em termos de cirurgias plásticas, mas a quantidade de academias, salões de beleza e de farmácias no Brasil é algo gritante quando você compara com outros países”.

A necessidade de exibir um corpo perfeito e jovem acabou também por banalizar operações estéticas, como implantes de silicone, lipoaspirações, lifts faciais – frequentemente apresentados por clínicas como procedimentos simples, facilitados por pagamentos parcelados ou até consórcios por operadoras de crédito.

O sociólogo Francisco Romão Ferreira avalia que diversos fatores contribuem para este fenômeno no Brasil, um país com uma grande extensão litorânea, onde a maioria das capitais estão próximas da costa, onde faz calor em boa parte do ano e a cultura da praia é muito intensa. Além disso, o corpo, muitas vezes, é o principal bem dos brasileiros. Ele destaca que num país com uma desigualdade social muito grande, “o físico é um capital para a ascensão social. Quando acesso ao ensino e à educação são bloqueados, o corpo vira uma possibilidade de evoluir socialmente”.

Mas para o sociólogo não há dúvidas que a busca desenfreada da estética não é um fenômeno que diz respeito apenas a determinadas classes, mas é constatada entre pobres e ricos. As classes mais abastadas se engajam em fenômenos da moda, como a recente febre do crossfit ou das corridas, que, por trás de atividades físicas, desenvolvem novos mercados, serviços e produtos imperativamente a serem adquiridos.

De acordo com dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética, 86,2% das cirurgias plásticas no mundo são realizadas por mulheres. O aumento de seios continua sendo a cirurgia plástica mais realizada (15,8%) entre os 2 milhões e 500 mil procedimentos por ano, seguidos da lipoaspiração (14%) e da cirurgia de pálpebra (12,9%).

Fonte: cartacapital.com.br

 

Entrevista com o médico Marco Cassol. Ele é cirurgião plástico especialista em face feminina. Confira:

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